«Depois das chuvas, a terra negra liberta odores que fazem voar o pensamento para lugares recônditos da memória, enquanto as maias fazem as primeiras aparições do ano, cobrindo de amarelo e verde a Serra de Santa Justa.» (...) «A tristeza no seu olhar reflectia os sonhos perdidos e apagados como se de um desenho a lápis se tratassem. Sonhos que o vento levava, sonhos que os dias de chuva afundavam na lama do terreiro ou se desvaneciam a cada cantar do galo.» Papoila Boneca
Ilustrações para o poema "Papoila Boneca" no livro (não editado) "Poesia para Sonhar (em segredo!)", uma compilação de poemas para criança. Foi paginado e ilustrado por mim em estágio nas Edições Afrontamento em 2004.
Assim dizia Rosinha, em conversa com Zé Orocó.De novo quis sentir as águas sob o casco. Balaçar nelas, cantando e rindo. Contar novas histórias a cada dia e colori-las com todas as cores.
Relembrando o livro “Rosinha, minha canoa” de José Mauro Vasconcelos, adoptei “xengo-delengo-tengo” também como uma forma de comunicação, uma linguagem infantil, inocente, própria das crianças que ainda não falam como os adultos. As crianças têm a sua própria linguagem, tal como Rosinha.