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Maio

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A chuva e o sol são poderoso fermento. Nesta altura, a rainha Primavera já não está mais a despertar do longo sono de inverno. Ela esta activa e numa azáfama incrível onde todo o reino vegetal e animal se apressa a viver. As ervas cresceram à altura da cinta. A flor já é semente ou fruto. A roseira de Santa Teresinha está no seu auge. É um festival de rosas que emana o seu delicioso e inebriante perfume. Abundância. Desde a pinha que cai e abre cheia de pinhão, à cereja que este ano é doce e generosa, ao feno que é cortado para o mulching da horta. A horta, começa a encher-se do verde dos vegetais que crescem de dia para dia: as alfaces, os tomateiros, as curgetes, as abóboras, o feijão verde, as batatas, as pastinacas, os nabos, os rabanetes, as beringelas, as cebolas, o milho doce, e mais... haverá de tudo um pouco! O final de tarde é passado a regar, para que tudo, hortas, flores e árvores não passem sede. O calor é forte durante o dia, e o céu azul cobre-se agora de tons alaranja…

Wild flowers

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Hoje eu estava meio rabugenta e sem energia. A chuva não me deixava ir lá para fora, a manhã passada entre o computador tentando acabar o preenchimento do irs e as tentativa falhadas (sem vontade) de levar a cabo algumas tarefas domésticas.
Há dias descobri a Katie Daisy e senti uma absoluta ligação com trabalho dela. Acabou de lançar um livro absolutamente maravilhoso - How to be a Wildflower: A Field Guide. Eu estava mesmo a precisar de ser uma - wild flower - hoje!
Finalmente, a meio da tarde, a chuva parou, o sol resolveu espreitar por entre as nuvens e eu fui ver a minha horta.
Percorri a quinta, fui aos meus recantos preferidos.
Respirei, apreciei as flores silvestres, o campo, o meu bosque... e assim fiz a minha meditação... Andar pela quinta é o meu momento mindfulness. (Que falta me estava a fazer!)









os mirtileiros...



as macieiras, o prado...







o bosque...









ohhh dia chuvoso!

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O vento e a chuva fizeram tapetes de cor-de-rosa debaixo das macieiras, das olaias...

As ainda pequeninas flores das tílias estão agora espalhadas na minha entrada e em cima do carro.

As janelas mal fechadas bateram com a força do vento.

A recém montada estufa tem estragos para reparar...

E tenho com certeza uma horta muito contente.

Neste sábado chuvoso, os rapazes da casa vêm filmes de escancarar a rir e eu desenho acompanhada pela mais bela banda sonora do momento.



Bom fim de semana.

Talasnal do meu coração

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Ontem, houve festa de mini-basquete na Lousã e o Si foi com a equipa. Jogos toda a manhã - almoço/piquenique nas piscinas do castelo - caminhada na serra - merecida banhoca nas piscinas de água gelada mas pura - e lanche para terminar, já pelas 6 horas da tarde.


Enquanto eles almoçaram e fizeram a caminhada, nós: mãe, pai e ju, aproveitamos para subir ao Talasnal.
Vivi lá em pequena, nos anos 89/90/91... Eu tinha 6 anos, as minhas irmãs, 7 e 9 e o meu irmão apenas 6 meses, quando os meus pais se mudaram para a serra de malas e bagagens para sermos os únicos habitantes daquela aldeia. Nós, o Tarruco, o nosso cachorro serra da estrela e a Malhinha, uma gata grávida. Coragem ou loucura, dizia toda a gente! Não têm medo? Talvez um misto e também procurar viver o sonho... digo eu!



O caminho para a vila (que agora é cidade) fazia-se a pé, não tínhamos carro - só uma motorizada - e os taxistas da vila não queriam estragar os Mercedes na estrada, que ainda era de terra. No primeiro ano não f…