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Junho, Julho, Agosto...

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Os meses de verão têm sido cheios de tudo.

Cheios de dias tristes e de introspecção... quando as tragédias assolam pessoas e natureza aqui tão próximo;

Cheios de felicidade e alegria... Pelo sol, o riso dos miúdos, o rio, o mar, os re-encontros de família e os momentos com amigos...

Calmaria, sorna e descanso, nos dias em que assim pode ser!

Cheios de passeio! Fomos conhecer a baía de São Martinho do Porto, onde nos demoramos uns dias, visitámos Óbidos e fomos (uffa finalmente e pela primeira vez) ao Oceanário!

Cheios de trabalho também, muito!... Quer por aquele que é necessário para pagar as despesas, quer o que é necessário sair do corpo porque há tanto por aqui para fazer (desde as hortas, às obras... um sem fim de projectos inacabados...)

Cheios de (algumas) árvores abatidas (e dor no coração) para proteger a casa dos incêndios, fazer reservas de lenha, ter madeira para construção... e dar lugar a outras variadas e autóctones para uma floresta mais sustentável.

Cheios de tomat…

Maio

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A chuva e o sol são poderoso fermento. Nesta altura, a rainha Primavera já não está mais a despertar do longo sono de inverno. Ela esta activa e numa azáfama incrível onde todo o reino vegetal e animal se apressa a viver. As ervas cresceram à altura da cinta. A flor já é semente ou fruto. A roseira de Santa Teresinha está no seu auge. É um festival de rosas que emana o seu delicioso e inebriante perfume. Abundância. Desde a pinha que cai e abre cheia de pinhão, à cereja que este ano é doce e generosa, ao feno que é cortado para o mulching da horta. A horta, começa a encher-se do verde dos vegetais que crescem de dia para dia: as alfaces, os tomateiros, as curgetes, as abóboras, o feijão verde, as batatas, as pastinacas, os nabos, os rabanetes, as beringelas, as cebolas, o milho doce, e mais... haverá de tudo um pouco! O final de tarde é passado a regar, para que tudo, hortas, flores e árvores não passem sede. O calor é forte durante o dia, e o céu azul cobre-se agora de tons alaranja…

Outono

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O Outono chegou de mansinho, como eu tanto gosto. Uns dia frios, uns dias quentes... mas agora já ninguém dúvida. Ele está aí. As cores já mudaram, os cheiros também.
Na adega respira o vinho, um garrafão de 30 litros, foi quanto a vinha nos deu (fora as uvas que comemos e as que comeram os pássaros e as abelhas).
Na horta, o tomate cereja ainda prospera embora comece a ficar danificado com a chuva. E vou colhendo uma ou outra abóbora. Já se plantaram mais couves e brócolos, mas ainda há muito a fazer para preparar sementeiras e plantações.
Temos muita maçã bravo-esmolfe, reineta e figos, muitos figos. Marmelos a amadurecer, alguns já caídos, já comemos alguns assados e devo fazer a marmelada no próximo fim-de-semana!
A lenha está cortada e guardada e já acendemos a salamandra. O Outono está por aqui, e eu gosto!... Que se atrase o Inverno, sim? 



à volta do topo

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Da ultima 3a feira. Depois de um banho no Sabugueiro, um piquenique à sombra do castanheiro. Uma subida à lagoa comprida, que eu nunca tinha visto sem estar gelada ou rodeada de neve. Passamos no magnífico Covão Cimeiro e na Senhora da Boa Estrela. Parámos no Covão d`Ametade onde caminhamos um pouco mais subindo o curso do rio, agora seco. O caminho para o Vale do Rossim, fez-se voltando para trás, pois o caminho que passa por Manteigas tem curvas a mais para meu gosto e os miúdos ainda queriam mais um mergulho antes de voltarmos a casa.
E assim passamos um dia de férias de Setembro, já com gosto de despedida, que as aulas estão aí, e o outono também há-de vir.
A pequena praia fluvial do Sabugueiro

 Bagas de Sabugueiro

Lagoa Comprida


Covão Cimeiro



 Senhora da Boa Estrela



O Vale Glaciar

Covão D`Ametade

aceitar e deixar acontecer (se tiver de ser!)

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Quando aceitamos, entregamos e baixamos as armas... tudo se alinha a nosso favor e... finalmente, acontece!
 Eu sei que é bonito mas nem sempre é assim... e continuo a acreditar que devemos sempre lutar pelo que queremos. Mas vou explicar por que é que neste caso, num certo aspecto, esta frase faz tanto sentido.
Num post que escrevi, em junho, desabafei aqui o facto de estar farta da procura incessante por uma casa nova, sem qualquer sucesso. Assim tinham sido os primeiros 6 meses do ano, e de como isso me fez "desleixar" com a casa onde habito, como passei a gostar dela ainda menos desde que tinha empacotado tudo o que gostava por ansiar uma "saída /mudança" iminente. Decido então "baixar a guarda", relaxar, passar a gostar mais da minha casa... Assim foi. E em poucos meses tudo mudou.
Decidimos vender o nosso terreno. Aquele onde sonhávamos viver, mas com a certeza da incapacidade de o fazer nos próximos anos (era preciso construir quase do zero, sem t…

re-fazer o ninho

Durante os últimos seis meses, estive (quase) preparada para mudar de casa a qualquer momento.
A tal mudança de casa, com que tanto esperei, não aconteceu. E não há dia em que não corra o olx, o custo justo e o site da imobiliária da zona.. tornou-se ritual (ou obsessão?), mas não venho aqui falar da infindável procura dA CASA.
Por fim acalmo um pouco porque já não posso viver rodeada de coisas fora do sitio, caixotes cheios de livros... afinal onde andam as coisas de que gosto que já não as vejo à tanto tempo? A casa, da qual quero fugir, tornou-se pior com o caos da "pré-mudança". Descaracterizou-se, desorganizou-se, e se eu não gostava muito dela, agora gosto menos.
Chegou a hora de aceitar a "não-mudança", tranquilizar e para isso nada como uma boa arrumação. Tudo saiu do caixote, tudo volta a ter sitio. Quero ver as fotos emolduradas, as coisas de que gosto e que me acompanham à anos e que me fazem sentir em casa. Quero decorar, re-decorar, arrumar... organiz…

Talasnal do meu coração

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Ontem, houve festa de mini-basquete na Lousã e o Si foi com a equipa. Jogos toda a manhã - almoço/piquenique nas piscinas do castelo - caminhada na serra - merecida banhoca nas piscinas de água gelada mas pura - e lanche para terminar, já pelas 6 horas da tarde.


Enquanto eles almoçaram e fizeram a caminhada, nós: mãe, pai e ju, aproveitamos para subir ao Talasnal.
Vivi lá em pequena, nos anos 89/90/91... Eu tinha 6 anos, as minhas irmãs, 7 e 9 e o meu irmão apenas 6 meses, quando os meus pais se mudaram para a serra de malas e bagagens para sermos os únicos habitantes daquela aldeia. Nós, o Tarruco, o nosso cachorro serra da estrela e a Malhinha, uma gata grávida. Coragem ou loucura, dizia toda a gente! Não têm medo? Talvez um misto e também procurar viver o sonho... digo eu!



O caminho para a vila (que agora é cidade) fazia-se a pé, não tínhamos carro - só uma motorizada - e os taxistas da vila não queriam estragar os Mercedes na estrada, que ainda era de terra. No primeiro ano não f…