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a marmelada

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A quinta que compramos está abandonada à mais de 70 anos. Já não se sabem ao certo as histórias, não se conhece bem quem por lá passou, quem lá viveu. Quem o sabe são as árvores. Sabem quem as plantou, quem lhes colheu os frutos. Durante estes (mais de) 70 anos de abandono, as silvas e a maior madre-silva que já vi, tomaram conta do muro e dos marmeleiros que ali viviam, criando uma densa "selva" no espaço de cerca de dois ou 3 metros, para a frente do muro, forçando as árvores a contorcer-se e a viver com parte dos seus troncos e ramos na mais completa escuridão.  Desta vez, este ano, os poucos frutos destes marmeleiros não caíram à terra, nem apodreceram na árvore. Claro que com tanto "mau-trato" e falta de ar, a quantidade de fruto não foi muita, e a maioria dos que colhi não consegui aproveitar. Parte dos marmelos foram para os meus sogros, que nos ajudaram a apanhá-los, e com o restante consegui ainda aproveitar 1,5kg de marmelos para a fazer marmelada. Como a maior …

As barragens do povo

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No alto de Figueiró da Serra, a 750 metros de altitude, estão as "barragens do povo" como lhes chamam na aldeia. Foram construídas para aproveitar e armazenar a água das levadas e da chuva. Pareceu-nos o sítio ideal para passar a noite, principalmente por ser relativamente mais seguro do que passar a noite na parte de matagal e floresta densa, que corre sérios riscos de incêndio. Com vista para Linhares, a nascente.
À nossa frente, a casinha que alguém reconstruiu, provavelmente, para passar os seus dias de descanso.
O sono, foi embalado pela sinfonia do coachar das rãs. A piscar os olhos vi o nascer do sol pela fresta da janela.. e que maravilhoso. Voltei a dormir.
Ainda cedinho partimos para uma jornada de trabalho na quinta - o nome dela é Quinta do Sucreste (penso que ainda não tinha dito).
O calor tórrido dificultou o trabalho, mas a vontade era forte, e os vários garrafões de água deram-nos energia/hidratação para trabalhar por umas horas. Uma parte já ficou limpa de silvas e …